09/01/2013

Minha vida como portador de TDAH













Tenho 41 anos e convivi com este problema por muitos anos. Fui diagnosticado ainda criança, devido ao fato de se ser hiperativo na escola e ter uma intelecto que ia muito além de minha faixa etária.

Após este período, passei parte de minha vida tentando me encaixar na sociedade, já que era taxado como um cara muito inteligente e sempre a frente do meu tempo. Mesmo com toda esta aparente boa fama eu me julgava um alienígena, pois achava as pessoas tão aquém de meu mundo, pois elas não acompanhavam meu raciocínio, já com 9 anos eu já falava de ciência e tecnologia de forma natural e inclusive fui reprovado na escola por defender uma tese da qual a professora não tinha a mínima idéia e por isso julgou ser tudo invenção de minha parte.

Mas mesmo sendo considerado inteligente, tive muita dificuldade na escola, pois me dispersava por qualquer motivo e frequentemente esquecia de tudo. Na fase da adolescência, começaram as dificuldades e assim acabei por repetir anos e ir mau nas provas, pois não conseguia acompanhar o andamento das aulas, nem cumprir prazos.

Quando entrei no mercado de trabalho as coisas só pioraram, pois não conseguia manter o foco nas atividades e vivia me atrapalhando com as tarefas. Eu trocava de emprego com frequencia e por isso minha auto-estima foi caindo cada vez mais, pois não conseguia fazer planos e segui-los à risca.

Meus namoros eram de curta duração, pois simplesmente acabava sem motivo aparente.

Já na fase adulta, comecei a entrar naquele ciclo de planejar e não cumprir, ou então criar planos mirabolantes para logo em seguida mudar de ideia.

Ingressei em três cursos diferentes na faculdade e não conclui nenhum e por conta disso perdi tempo e dinheiro.

Após casar, minha vida complicou-se ainda mais, pois por não ter foco, vivia em um mundo de sonhos e planos. Meus empregos eram do tipo "quebra-galho" como promotor de vendas e técnico em informática. Mas foi após eu trabalhar em uma agência de publicidade como assistente de T.I. que descobri que tinha algo de errado, pois fui orientado a procurar ajuda e desde então me trato com psicólogo e psiquiatra.

Hoje estou estabilizado e consegui definir um rumo profissional, além de ter eliminado para sempre a alergia do tipo rinite e uma dor de cabeça na parte da nuca que me acompanhava desde a adolescência. Mas ainda assim continuo o tratamento, pois sei que tenho muito a evoluir.

A orientação aqui é:

Buscar ajuda de um profissional e não achar que pode resolver sozinho o problema, pois nem tudo depende livros de autoajuda ou de simplesmente "querer", pois isto é um problema sério e requer medicação apropriada e intervenção médica.

Não desistir do tratamento e não isolar-se, pois é necessário acreditar que é possível conviver de forma natural com as demais pessoas, pois isso é parte do processo.

Saiba mais a respeito do TDAH através destes sites:

Dr. Mario Peres
www.tdah.org.br

Marco Ribeiro
@homonimundo
facebook: www.facebook.com/linuxpoa

21/03/2012

MEMORIAL DA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PORTO ALEGRE

Histórico:


A Escola Estadual de Ensino Fundamental Porto Alegre localiza-se na rua João Dallegrave nº 130, atual rua Máximo Coghetto, no Bairro Morro Santana, distante aproximadamente 12 km do centro da cidade. É uma instituição de ensino pública mantida pelo poder estadual que foi criada através do decreto n.º 21157, de 16 de junho de 1971. Sua construção foi realizada juntamente com a Vila Estrutural, pela empresa Estrutural Engenharia Ltda.
Em virtude da Lei 2.706 (que trata da construção de conjuntos residenciais) no ano de 1970 a empresa Estrutural Engenharia Ltda. fez a entrega à Secretaria de Educação e Cultura do Estado de um prédio de alvenaria com área construída de 669,81 m², destinado à escola. Neste prédio encontravam-se oito salas de aula, sanitário masculino, sanitário feminino, dependências administrativas, sala de professores, biblioteca, cozinha e pátio coberto para recreação.


Em setembro de 1970 foram iniciadas as atividades docentes com a chegada das primeiras professoras. Sob a direção da professora Silnei Severo Spadoni, a nova Escola possuía, como primeiras turmas de alunos 3ª, 4ª e 5ª séries em apenas um turno de funcionamento.
Inicialmente a Escola chamava-se Grupo Escolar do Jardim Residencial Alto Petrópolis. Através do Decreto n.º 21692, de 12 de abril de 1972, a escola recebeu a denominação de Grupo Escolar Porto Alegre. (GEPA)
O nome Porto Alegre foi escolhido devido à uma razão simples, mas expressiva: o Morro Santana foi o berço da pequena povoação que daria origem à nossa cidade sorriso. Esta foi a justificativa que acompanhou o projeto de denominação da nossa Escola: por estar situada na região de origem de Porto Alegre. Além disso, a casa de Jerônimo de Ornelas fora construída no Morro Santana, onde esteve erguida até o ano de 1976 no local em que atualmente é a Praça Goldstein.


No ano de 1971 a professora Moema Fonte da Rosa assumiu a direção permanecendo até janeiro de 1975.
Em 1975 assumiu a direção a professora Rosa Maria Cruz de Bem. Nesta época a Escola contava com 24 professoras, 2 funcionárias e 500 alunos de 1ª à 5ª série. Foi implantado neste período o serviço de zeladoria com a finalidade de preservar a documentação oficial e a segurança da Escola. Iniciou-se o atendimento efetivo da Nutrição Escolar, foram implantados nesta gestão os Serviços de Supervisão Escolar e Orientação Educacional, Serviço de Audiovisual, Serviço de Saúde Escolar, Centro Cívico e Banco do Livro.
Para melhor atender os requisitos legais a data de aniversário desta Unidade de Ensino foi fixada em 16 de junho, data do seu decreto de criação. Em 1979 foi extinta a 5ª série por falta de corpo docente e os alunos , oriundos da 4 ª série, passaram a cursar a 5 ª série na Escola Estadual de 1º grau professor Alcides Cunha.
A Biblioteca foi fundada em 1972 no dia 24 de junho, tendo como patrono o Dr. Rebello Horta, médico pediatra com vários livros publicados. A responsável pela biblioteca, professora Leopoldina Muller Mattia, muito contribuiu para que esta instituição funcionasse. Em 1980 o CPM (Círculo de Pais e Mestres) em fase de reorganização, com a coordenação da professora Lúcia Matter Pacheco de Barros, recebeu da Secretaria de Educação e Cultura, vasto material como armários de aço e madeira, máquinas de escrever, material de Educação Física, fogão semi - industrial, refrigerador comercial, equipamento para refeitório, biblioteca e a secretaria.
Segundo a Portaria nº 63977 de 9 de dezembro de 1981, nos termos da Resolução nº 122/76 do CEED, o Grupo Escolar Porto Alegre passou por uma reorganização passando a designar-se ESCOLA ESTADUAL DE 1º GRAU INCOMPLETO PORTO ALEGRE, podendo o ensino de 1º grau ser completado na Escola Estadual de 1º grau Professor Alcides Cunha.


Em agosto de 2001 foi inaugurado o prédio novo, durante a direção da professora Maria Cristina Zubaran, eleita no ano 2000. Neste ano também se iniciou a ampliação do Ensino Fundamental com o início da 5ª série sendo que, nos anos seguintes, foram inseridas 6ª, 7ª e 8ª série, sendo que a primeira formatura foi realizada com orgulho, em dezembro do ano de 2003.


Nestes 37 anos de vida a Escola Porto Alegre acolheu mais de 19.000 alunos tendo oferecido o ensino fundamental à crianças e jovens que se tornaram advogados, médicos, engenheiros, administradores de empresas, jogadores de futebol, professores, enfermeiros, biólogos entre tantos outros trabalhadores.


*Do blog oficial da Escola Porto Alegre

História do bairro Morro Santana

O Morro Santana integra uma das áreas do território da cidade sem denominação e delimitação oficial. Porém, estas áreas são conhecidas por “apelidos”, e aí se incluem o Passo das Pedras, Chapéu do Sol e Aberta dos Morros. Os limites do bairro definidos informalmente pelos seus moradores são: 
“risca-se inicialmente um traço imaginário – Centro – Bairro – que parte da esquina das avenidas Antonio de Carvalho e Protásio Alves até a Avenida Ary Tarragô, daí prossegue-se, em direção à avenida Mário Meneguetti, até encontrar o trecho da avenida Manoel Elias defronte às Faculdades Porto-Alegrenses. Esta mesma linha desce pela avenida Manoel Elias, chegando à confluência com a avenida Protásio Alves, entrando agora pela rua Albert R. Junior, seguindo até o morro. A partir daí, incorpora os limites das vilas Nova Tijuca, Laranjeiras e Nova Pedreira, contornando o Jardim Ypu até, novamente, chegar à avenida Antonio de Carvalho, para, assim, reencontrar a esquina desta artéria com a Protásio Alves”. 

O início da ocupação da região do Morro Santana está ligado à doação da sesmaria a Jerônimo de Ornellas e à fundação de sua fazenda. Em 1762, Ornellas vendeu sua propriedade. Dez anos mais tarde, o governador da capitania da Vila de Porto Alegre desapropriou a fazenda com o fim de renovação da demarcação para o assentamento de famílias açorianas. Esta partilha gerou as chácaras produtivas que ocupavam o Morro Santana até meados do século XX. 

Um dos principais sítios do Morro Santana eram as terras onde se situava a Casa Branca. Esta casa foi ponto de encontro de políticos e intelectuais. Durante a Guerra dos Farrapos, a morada serviu de quartel-general para as forças rebeldes. Localizada onde é hoje a confluência das avenidas Protásio Alves e Antonio de Carvalho, a casa foi demolida em abril de 1972, mesmo com apelos e esforços do poder público no sentido da preservação do prédio como Patrimônio Histórico. Mesmo com a demolição, a Casa Branca ainda é lembrada pelos habitantes do bairro. 

O início do processo de crescimento urbano na região se deu a partir de 1953, com a instalação das empresas loteadoras Territorial Ltda. e Fachin & Companhia. Esta última foi incorporada pela Territorial Ltda. em 1964. 

Uma das características do bairro é o movimento comunitário. A primeira associação criada foi a Sociedade Beneficente Recreativa da Vila Protásio Alves – SOBREVIPA. A partir dos anos 80, novas entidades comunitárias foram criadas na região, com o objetivo de intermediar as questões relativas à comunidade junto ao poder público. A transferência da sede do Esporte Clube Cruzeiro em 1971 para a região e a instauração das Faculdades Porto-alegrenses, em 1974, impulsionou o desenvolvimento urbano e populacional do Morro Santana. 

Quanto à geografia situa-se na região o Morro Santana, que dá nome à região e é o mais alto da cidade, com 311 metros de altitude. As pedreiras ali localizadas, que foram desativadas ainda nos anos de 1980, bem como a vegetação ali presente são atrativos para os moradores da região e estudiosos das áreas ligadas ao meio ambiente e geografia. 

Referências bibliográficas: 
BARROSO, Vera Lucia Maciel & ORMARI, Maria (org). Do Morro Santana, a cidade de Porto Alegre. 
Porto Alegre: Unida Editorial da Secretaria Municipal da Cultura/SMC, 2004. 
CORREA, João Alexandre e DOBERSTEIN, Juliano. Memoria em ruínas: a casa Branca do Morro Santana. 
Porto Alegre: Dacasa, 2005. FERNANDES, Erico Pinheiro et alli. 
Morro Santana. Porto Alegre: Unidade Editorial da SMC, 1997 (Memória dos Bairros). 
Criação dos Bairros (breve histórico) In: http://www.portoalegre.rs.gov.br/spm 

04/07/2011

A volta

Pois é...
Depois deste tempão de molho, voltei para dar sinal de vida. O motivo que me trouxe novamente aqui, foi simplesmente para falar que está fazendo muito, mas muito frio aqui em Porto Alegre.

Mentira!!!

Na verdade o que me trouxe aqui foi a vontade de dizer que apesar de tanto tempo distante, por não ter uma @#$% de um notebook, morro de vontade de escrever, mas por incrível que pareça, não tenho tempo, muito menos espaço para isso em casa, já que o único pc disponível está no quarto do meu filho, adolescente, e que quando utilizo este computador, me limito a acessar e-mail e muito raramente Facebook e Twitter.

Tenho muitas idéias sobre o que escrever, mas devido a esta limitação, fico travado. Algumas vezes até rabisco algumas coisas em minhas velhas agendas, mas não é a mesma coisa...perdeu o encanto.


Mas o que me chamou a atenção também é que assim como eu, minha esposa está desesperada atrás de um note. Quem diria, justo ela que nunca deu bola pra isso. Acho que isso é um indicativo de que os tempos estão mudando e que a tecnologia já é parte de nossa vida.

Bom. Vou ficando por aqui e outra hora volto para escrever mais.

Abraços a todos!!!

Marco Ribeiro
homonimundo@gmail.com

04/11/2010

O peso da frustração

Crescemos ouvindo e vendo à nossa volta exemplos de pessoas que obtiveram êxito em suas vidas. A sociedade nos cobra isso diariamente através dos meios de comunicação, sejam eles filmes, novelas e principalmente comerciais. O problema é quando nos damos por conta de que nem tudo são flores, a coisa já fugiu ao controle. O erro aí está no fato de que a sociedade glorifica os vencedores e na mesma medida, pune os perdedores, fazendo assim com que mais e mais, pessoas se tornem frustradas por não conseguirem alcançar seus objetivos. No mercado de trabalho, a situação é cotidiana e causadora, muitas vezes de demissões por parte de funcionários que não se julgam capazes de ser iguais aos colegas ditos "exemplares. Mas por outro lado, há um fator positivo na frustração, pois ela pode nos ser útil como forma de aprendizado e auto-conhecimento. Via de regra, não há uma fórmula secreta para lidar com isso, mas certamente existem formas de aprender e com isso tentarmos superar o sentimento de derrota, dando a volta por cima.
 
No campo profissional, a frustração pode estar diretamente ligada aos seguintes fatores:

  • Função exercida na empresa
  • Remuneração desproporcional à função exercida
  • Bens materiais (não obter aquilo que deseja)
O que as vezes ocorre também é que o profissional sente-se frustrado por outros motivos como depressão, problemas pessoais relacionados à doença, relacionamentos, inveja, etc. Isso pode as vezes nos dar a falsa idéia de que estamos sendo alvos de discriminação por parte  dos colegas ou do chefe ou até mesmo invejado por alguém. Nestes casos a pessoa deve buscar orientação, pois nem sempre as coisas são como imaginamos e uma opinião profissional fará toda a diferença.


Marco Ribeiro
homonimundo@gmail.com

18/05/2010

Pedofilia X Celibato









Após o caso dos seis adolescentes assassinados em Luziânia, estado de Goiás, e dos padres pedófilos de Arapiraca, no interior de Maceió, não se comenta outra coisa no país. A pedofilia virou o assunto do momento.

Assisto a vários noticiários durante o dia e sempre que posso, mantenho meu televisor ligado nos principais canais de notícia e dessa forma consigo me manter sem pre bem informado e foi num destes nosticiários que criei inspiração para escrever este artigo.

Mas a pergunta do momento é, serão os padres pedófilos inveterados? Não creio que generalizar seja a solução, pois nem todo padre pensa igual, da mesma forma que nem todo político, apesar da fama, é uma pessoa de má índole. Prefiro acreditar, até para tirar esta sensação ruim de maledicência, que alguns honram sua batina e que existem sim casos de padres pedófilos e/ou homosexuais, mas isso não sifnifica que todos devam ser tachados arbitrariamente como culpados pelos erros de outros colegas.

Minha visão a respeito deste assunto, até por ter lido bastante a respeito dos desvios de comportamento, é que a pedofolia é uma doença sim e deve ser tratada de forma correta pois esta é a única maneira de combater atos como este contra crianças indefesas.

Esta questão da pedofilia não é de hoje, pois lembro de minha infância e dos comentários que faziam com relação aos coroinhas e sua relação com os padres. Não sou católico e nunca tive atração pela igreja, mas como disse antes, não posso ser conivente com estas maledicências, afinal, fatos são fatos, isso é inegável, mas não podemos ser tiranos a tal ponto de querer fazer justiça com as própria mãos.

A questão da pedofilia é na realidade como um câncer e se não for combatido da forma correta, pode alastrar-se por muitas gerações e ao invés de formar líderes religiosos comprometidos com os fundamentos da igreja católica, criará uma geração de padres desfocados do verdadeiro objetivo da igreja, que é pregar a irmandade e a fraternidade.

Percebo que um dos grandes problemas da igreja católica e que tem sido alvo de discussões a anos e a questão do celibato. Primeiro que não há referências bíblicas sobre esta questão, até porque os antigos cléricos da idade média eram casados e constituiam familias, hábitos adotados ainda hoje pelos cristãos ortodoxos e algumas outras igrejas pentecostais. Esta visão arcaica do celibato, só faz com que mais e mais, acontecimentos como este se multipliquem, pois se houvesse espaço na igreja para constituição familiar, não haveriam tantos casos de homosexualismo e certamente a igreja seria vista como algo confiável e seguro.

Agora eu pergunto, como ficarão as famílias depois destes escãndalos? Será que com o tempos isso também cairá no esquecimento e novamente outros padres serão acusados de abusos sexuais e homosexualismo?

Prefiro não por minha mão no fogo.

Marco Ribeiro
homonimundo@gmail.com

19/04/2010

A soma de todos os medos













Diante da tantas notícias desagradáveis e após um longo período de convívio com a violência urbana, o homem de hoje é um ser que vive em estado de constante vigília. Somos bombardeados por todo tipo de informação negativa disponível nos principais meios de comunicação e isso faz com que a assimilação destas informações nocivas nos cause temor, ansiedade e toda a sorte de transtornos psicológicos.

Tenho notado que cada vez mais, pessoas estão sofrendo das chamadas doenças psicossomáticas, com sintomas físicos, mas de origem psicológica e que geralmente são causadas pelo stress ou outro evento psico-traumático. O que também é conhecido como doença sintomática.

Este stress faz parte de nosso dia-dia nas mais variadas formas e até mesmo aqueles que acreditam não sofrer de tal mal, estão na verdade expostos a este efeitos e consequentemente  sujeitos a desenvolver tais sintomas.

Ao sair de casa, enfrentamos a sobrecarga estressante de ter que encarar um ônibus cheio, ou então o trânsito congestionado, dentro de um carro. No trabalho, as cobranças por resultados em um mercado competitivo e pouco remunerado, nos trazem aquela sensação perturbadora de que a qualquer momento podemos perder nosso emprego. E um homem sem trabalho, é um indivíduo sem identidade.

Tudo isso, aliado ao ruído constante à nossa volta, e a noites de sono turbulentas,  consequentemente gera uma sobrecarga emocional capaz de levar um indivíduo a sofrer os efeitos do stress de forma sistemática.

O grande problema com relação a isso é que cada vez mais convivemos com pessoas que estão no seu limite emocional, prontas a explodir a qualquer momento. Os efeitos disso estão estampados em jornais e noticiários, com casos de violência gratuita, intolerância, homicídios e suicídios.

A solução para isso seria a criação de um programa anti-stress, no qual haveria um monitoramento da saúde mental, com a intervenção de médicos e terapeutas, no sentido de orientar o cidadão a buscar formas de garantir uma melhor qualidade de vida. Com isso, evitaríamos casos mais graves, como os citados anteriormente, principalmente quando envolvem relações familiares e crianças, que por conviverem com adultos estressados, acabam tomando para si estes traços comportamentais como algo natural ao seu cotidiano.

Marco Ribeiro
homonimundo@gmail.com

Conversar é a melhor forma de educar

















Desta vez é oficial!

Segundo uma pesquisa realizada pela rede CNN, o melhor mesmo é deixar seu cinto para prender suas calças e o chinelo para calçar ou matar baratas. Pois de acordo com esta pesquisa, a maior parte dos pais ao redor do mundo condena o uso de violência na educação dos filhos.  


Vejam a matéria extraída do site HyperScience:


"Foram analisados 16 países de culturas diferentes e os resultados globais mostraram que a conversa é a arma mais poderosa para disciplinar as crianças. Tirar um privilégio (como videogame) é a segunda tática mais popular. As menos consideradas foram mandar as crianças para o quarto e bater nelas. Esses são os resultados mundiais, mas e no Brasil? De acordo com a pesquisa, 79% das mulheres e 77% dos homens brasileiros preferem conversar com as crianças. Tirar um privilégio vem, também, em segundo lugar com 17% de popularidade entre mães e 12% entre os pais. Punições físicas são não são aprovadas por nenhuma das mães – 0% das entrevistadas disseram que aprovam esse tipo de castigo – e apenas 4% dos homens usam essa técnica. Voltando aos resultados mundiais, as mães só aprovaram punições físicas mais do que os pais em três países: França, Índia e Canadá. Nos Estados Unidos, Itália e no México, assim como no Brasil, nenhuma das mães disse aprovar a cinta. Na China nem as mães e nem os pais aprovaram a técnica, que teve 0% de popularidade para ambos os sexos dos entrevistados. Uma pesquisa anterior mostrada pelo HypeScience aqui dizia que crianças que apanhavam tornavam-se adultos mais bem sucedidos. Para os pais (e para a felicidade das crianças) os resultados não estão sendo levados em consideração pela grande parte da população mundial. Mas vale a pena dar uma olhada e entender as razões dos cientistas."


Fontes: CNN, HyperScience


Marco Ribeiro
homonimundo@gmail.com





30/03/2010

O que fazer quando o desemprego bate à nossa porta
















Após um longo período de hiato, resolvi aparecer e trazer novidades.

Estou sem escrever a tanto tempo porque tive que vender meu laptop Apple (alguns dizem que é desculpa), mas discordo, pois com ele eu escrevia em qualquer lugar e as idéias não surgem somente dentro de casa. Fora isso, também estava passando por aquela fase de vazio total, de branco, sem qualquer idéia para escrever e quando sentava diante do pc do meu filho, não conseguia me concentrar, pois me vinha aquela sensação de que teria de sair logo dali.

Justificativas feitas, queria falar um pouco sobre o que tenho feito nos últimos tempos e isso me levou a refletir sobre a questão do desemprego, que tira o sono de muitos e é minha atual. situação Afinal, engana-se quem acha que o escritor aqui simplesmente abandonou tudo e foi tirar férias em Amsterdã, Londres ou Paris; muito pelo contrário, pois atualmente estou desempregado e tenho me virado com compra e venda de guitarras e amplificadores, além de relógios e perfumes importados dos EUA.

Não estou fazendo disso um desabafo e sim uma amostra do que é possível se fazer com um pouco de organização financeira, criatividade e uma certa dose de audácia. Engana-se que pensa que sou um redator vindo de classe média-alta, formado em jornalismo ou o que seja. Na verdade sou mais um dentre tantos brasileiros que podem e vão um dia ficar sem emprego e se não tiverem alguma boa idéia e algum dinheiro no banco, certamente amargarão uma crise financeira e poderão passar por sérias dificuldades.

Quero deixar claro que minha intenção é mostrar as pessoas, que sei que visitam meu blogue com freqüência e me enviam e-mails com dúvidas e sugestões de temas (sou grato por isso), que sempre há uma solução para a maioria dos problemas e que tudo depende de uma certa dose de organização pessoal, aliada a um forte desejo de não deixar-se abater pelo desânimo.

O que de fato acontece, é que algumas pessoas tem dificuldades de lidar e compreender com esta nova situação e ao invés de buscarem uma solução, focam toda sua energia e no problema em si. O que recomendado nestes casos é que se faça uma análise da situação, tentando buscar formas de contornar o problema, sem deixar que isso interfira em nossas relações familiares, o que traria sérios problemas e dificultaria ainda mais este processo.

Ficar se lamentando pelos cantos, cheio de autopiedade e tentando botar a culpa na crise econômica da Grécia ou no degelo das calotas polares, não resolverá o problema. A solução é tentar manter o foco, organizar as idéias e partir em busca de algo melhor, seja um emprego novo, uma nova área de atuação, um negócio próprio, o que for. Só não vale ficar dentro de casa se lamentando e esperando que a solução caia do céu ou que o emprego bata a sua porta de forma milagrosa.

No meu caso, optei por fazer este trabalho, pois tenho um amigo residente nos EUA que topou ser meu sócio nas importações, pois eu conheço bem os produtos e o mercado local enquanto que ele tem as facilidades e o acesso por lá, daí unimos forças e estamos aí, batalhando por algo melhor. Mas apesar disso tudo, ainda continuo na batalha atrás de outro emprego, pois por mais que eu aposte neste novo segmento, não posso me dar ao luxo de ficar só esperando, tenho que ter uma renda fixa, ao menos por enquanto, para que eu possa me reestruturar financeiramente e mais adiante tentar um salto maior em busca de minha liberdade financeira.

Uma última dica:

Se não sabe por onde começar, antes que comece a arracar os cabelos, sugiro uma busca no Google. Digite lá: "Trabalhe conosco" ou "nome da cidade - trabalhe conosco", você verá que existem milhares de empresas no país nas quais você pode ter uma oportunidade.

Uma outra dica é digitar no Google "Agencias de recursos humanos" ou de empregos, ou RH; também vale digitar empresa, com todas as variações acima.

As oportunidades estão aí, pairando à nossa volta, só nos basta ter perspicácia para enxergar a melhor oportunidade e agarrá-las com unhas e dentes.

Marco Ribeiro
homonimundo@gmail.com

Sites para escritores




















Em minhas andanças pela internet, decobri que existem sites especializados na publicação de textos produzidos por novos autores. Acho válida a iniciativa, pois sei que existem ótimos escritores espalhados pelo país que aguardam uma oportunidade de mostrar seus trabalhos.

Além disso, estes sites são uma ferramenta e tanto para aqueles escritores que não dispõem de recursos suficientes para bancar seu próprio livro, ou simplesmente querem escrever pelo simples fato de gostar do que fazem e não tem a pretensão de lançar livros, mas apenas dividir com outras pessoas seus trabalhos.

Lançar um livro através de editoras nem sempre é tão fácil, a não ser que você seja um fenômeno literário, certamente terá que pagar para ter seu livro publicado. Mas aí está a oportunidade de se lançar como escritor de fato.

Eis os endereços:

http://recantodasletras.uol.com.br
http://www.webartigos.com
http://clubedeautores.com.br
http://blogs.abril.com.br/clubedeautores


Marco Ribeiro
homonimundo@gmail.com